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Salamuni garante que Câmara fiscalizará obras do metrô
Salamuni compareceu à solenidade em que a presidente Dilma Rousseff, o vice-governador Flávio Arns e o prefeito Gustavo Fruet assinaram o documento
Fonte Paulo Salamuni - 12/05/2014 - 11h37min Imprimir
Salamuni garante que Câmara fiscalizará obras do metrô

“Desde a década de 1970, Curitiba nunca esteve tão perto de ter uma rede de metrô implantada na cidade”, afirmou o presidente da Câmara de Curitiba, Paulo Salamuni (PV), nesta sexta-feira (16), logo após a assinatura do edital de licitação do novo modal viário da cidade. Salamuni e outros vereadores compareceram à solenidade realizada na Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), em que a presidente Dilma Rousseff, o vice-governador Flávio Arns e o prefeito Gustavo Fruet assinaram o documento.

Para o presidente do Legislativo, o cumprimento desta etapa não desobriga os vereadores de Curitiba de fiscalizar o lançamento da licitação na Bolsa de Valores de São Paulo, a contratação da vencedora e, depois, a execução das obras. “A Câmara Municipal deu uma contribuição indispensável para que chegássemos no dia de hoje, pois realizamos os debates e audiências públicas que precederam este momento”, afirmou. “Agora devemos criar uma comissão para acompanhar as próximas etapas”, adiantou Salamuni.

O secretário municipal de planejamento, Fábio Scatolin, confirmou que ainda neste semestre será enviada para a Câmara de Curitiba uma mensagem do Executivo abrindo o crédito especial de R$ 700 milhões que serão financiados pelo Município junto à União, como contrapartida para o investimento federal. “É uma autorização fundamental para a implantação do metrô. Depois dela, os vereadores ainda terão que votar outra mensagem da Prefeitura de Curitiba, criando as regras do novo sistema metroviário”, disse Scatolin.

A primeira linha do metrô de Curitiba, segundo o projeto definido pela prefeitura, terá 17,6 quilômetros de extensão, com 15 estações. O custo final é estimado em R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 1,8 bilhão a fundo perdido proveniente do orçamento geral da União. O governo do Paraná também entrará com uma contrapartida de R$ 700 milhões. “Não se investia em metrô no Brasil”, afirmou Dilma em seu discurso, “por que a conta não fechava. O governo federal não investia. Agora estamos correndo atrás do prejuízo e participando da articulação com Estados e municípios, para que as coisas aconteçam”, pontuou.

“No Brasil, temos nove metrôs sendo construídos, mas para isso tivemos que por dinheiro da União, dar subsídio. Abrir linhas de financiamento de 30 anos, com juros de 5%, pois sem isso a conta não fechava. Tiramos pessoas da pobreza e aumentamos a classe média, mas os serviços públicos não acompanharam esse crescimento. Isto precisa ser revertido”, disse a presidente da República.

O prefeito Gustavo Fruet disse que Curitiba “fez a lição de casa”, apresentou projetos de mobilidade ao governo federal e foi atendido. “É um dia memorável para a cidade. Precisamos apressar o passo e a mobilidade é o grande nó a ser desatado, pela força que tem como fator de desenvolvimento e produtividade”, disse o prefeito. Ele agradeceu a participação do governo estadual na implantação do metrô e o apoio da senadora Gleisi Hoffmann em Brasília. O edital foi assinado pelos três Poderes, com a chancela do Ministro das Cidades, Gilberto Occhi, presente na solenidade. A senadora, deputados federais e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também acompanharam a solenidade.

 

 
     


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